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12 de maio de 2017

Arquiteturas (In)úteis: Intervenção temporária, geração e fabricação digital

No dia 10 de maio de 2017 realizamos a apresentação final do primeiro módulo da disciplina eletiva “Arquiteturas (in)Úteis: Intervenção Temporária, Geração e Fabricação Digital”, criada a partir de uma parceria entre a FAU/UFRJ e a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, com apoio do Parque Tecnológico da UFRJ. A disciplina, ministrada por professores dos laboratórios de Intervenções Temporárias e Urbanismo Tático (LabIT, com a participação de Adriana Sansão) e de Modelos e Fabricação Digital (LAMO, com a participação de Andrés Passaro e Gonçalo Castro Henriques) visa como produto final a elaboração de uma estrutura temporária no Parque Tecnológico a ser construída pelos próprios alunos. De caráter multidisciplinar, a disciplina contou com a participação de estudantes da graduação e pós-graduação de Arquitetura e Urbanismo, Belas Artes e Engenharias.
As aulas iniciaram-se no mês de março com apresentações teóricas sobre os temas a serem abordados: intervenções temporárias (LabIT) e superfícies regradas (LAMO). Após este primeiro contato com os conteúdos, os estudantes e professores realizaram uma visita ao sítio de atuação, sendo guiados por membros do Parque Tecnológico, localizado na Cidade Universitária. O sítio apresenta-se como um terreno extenso, sem vegetação, sombreamento, elementos sentáveis ou locais de permanência. Por ser um local pouco frequentado, o projeto deverá servir de ponto de encontro e referência para os usuários que trabalham nas imediações, bem como para estudantes da UFRJ e visitantes.

Para melhor compreensão do contexto, os alunos dividiram-se em grupos e elaboraram vídeos de síntese que abordaram cinco aspectos: histórico do local, contexto / paisagem, fluxos / conexões, espaços livres e edifícios / tipologias.
Nas aulas seguintes, a teoria e análises se uniram à prática projetual, sendo ministradas aulas sobre os programas Rhino e Grasshopper, focando na geração de formas a partir de superfícies regradas. Cada grupo de estudantes, de forma simultânea à exposição das definições, trabalhou na criação de sua própria intervenção para o sítio proposto. No decorrer das semanas os exercícios foram sendo aprimorados e se tornaram mais detalhados, com elaboração de modelagens 3D junto com maquetes físicas, detalhamento de encaixes e quantitativo de materiais, havendo constante consulta aos professores e trocas entre os grupos.
A banca final consistiu na apresentação de cinco soluções projetuais aos professores da disciplina bem como aos representantes do Parque Tecnológico, seguida de comentários e críticas dos projetos.

Segue abaixo o resumo das propostas apresentadas:

Grupo 1 – Ana Moreno, Fernanda Lobianco, Gabrielle Rocha, Isadora Tebaldi e Ronaldo Lee

O grupo propôs um espaço de permanência para os funcionários do Parque Tecnológico, utilizando o espaço livre tão abundante e subutilizado do local.

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Como resposta às características específicas do espaço, a estrutura ocupa uma localização convidativa, o ponto do terreno mais próximo à entrada do Parque. A forma escolhida foi a de um prisma de base quadrada rotacionado que, quando duplicado, cria uma espécie de abrigo onde é instalada uma arquibancada, gerando um espaço de convívio e contemplação para os usuários.

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Grupo 2 – Arthur Camargo, Aurélio Marques, Isabela Correia, Maria Rúbia e Pedro Maia.

O grupo apresentou uma proposta de módulos flexíveis que permitem interação por parte do usuário. Os módulos criam situações espaciais distintas de forma a suprir as necessidades dos usuários, tais como sentar, deitar, relaxar, comer, conversar, participar de uma reunião, obter maior privacidade etc, oferecendo um mobiliário aberto a apropriações de cada atividade.

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Para incentivar as pesquisas realizadas por estudantes da UFRJ, os integrantes do grupo escolheram um projeto realizado por um ex-aluno do Enactus UFRJ, Bruno Rezende, que criou um método de execução de coberturas vegetais baratas e duráveis, reutilizando materiais descartados, como banners e papéis. Dessa forma o projeto se envolve com a universidade e promove uma maior interação do Parque com o restante do Campus.

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Grupo 4 – Anna Carolina La Marca, Letícia Bonatto, Luis Gustavo Araújo e Maria Eloisa de Jesus

O grupo foca na geração e fabricação de um estrutura com o intuito de ocupar vazios e ativar novos usos. Partindo da criação de coberturas e bancos, a proposta busca criar espaços de permanência, locais de sombra, encontro, descanso, trocas, sendo uma instalação que pode ser replicada conforme a demanda dos usuários e empresas.

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Grupo 5 – Erika Toledo, Gabriela Wolguemuth, Igor Machado, João Panaggio, Marina Amaral e Raffaela Chinelli

A partir de módulos de diferentes formas, os estudantes propuseram uma estrutura flexível, de rápida adequação a diferentes situações, que pudesse ser amigável ao comércio, além de servir como espaço de leitura e descanso. Para se adequar a cada uma dessas necessidades, os módulos podem se mover segundo os desejos do usuário devido a trilhos instalados no gramado, democratizando o espaço e criando diversas possibilidades de apropriação.

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Grupo 6 – Gabriela Medeiros, Laís Kaori, Letícia Martins, Paula Iglesias e Pedro Magalhães

O grupo baseou sua proposta em um estudo detalhado dos fluxos de pessoas no terreno, propondo um espaço de convívio que pudesse se adequar aos caminhos pré-existentes. Os principais objetivos do projeto são ativar a apropriação espontânea, criar dinamismo, flexibilidade, sensação de pertencimento e interação entre pessoas.

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Para isso são criados 15 módulos que podem ser reorganizados segundo a necessidade do usuário. Cordas no ponto mais alto da estrutura fazem sua fixação no chão e ajudam a compor a forma, possibilitando o plantio de vegetação em sua cobertura.

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O segundo módulo da disciplina se dedicará à fabricação da proposta escolhida em escala real, e será realizado na forma de um workshop intensivo para revisão do projeto, detalhamento, fabricação digital e montagem da estrutura no local.

24 de fevereiro de 2017

Disciplina eletiva “Arquiteturas In(úteis): intervenção temporária, geração e fabricação digital”

 

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As inscrições para a disciplina (eletiva) “Arquiteturas In(úteis): intervenção temporária, geração e fabricação digital” estão abertas!

Docentes responsáveis Adriana Sansão, Andres Passaro e Gonçalo Castro Henriques.

Para se inscrever é necessário:

1- Preencher este formulário: https://docs.google.com/…/1FAIpQLSfqmCIBxDzWtbn5B…/viewform…

2- Enviar histórico escolar para o e-mail lamo3d@fau.ufrj.br

Essa disciplina é uma parceria entre a FAU/UFRJ e a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, com apoio do Parque Tecnológico da UFRJ. Realizaremos a atividade em paralelo aos nossos colegas portugueses, e trocaremos resultados via site da disciplina: ver http://arquiteturas-in-uteis.fa.ulisboa.pt/.

O objetivo é conceber, gerar/fabricar digitalmente e construir uma intervenção temporária no Parque Tecnológico da UFRJ.

O curso será multidisciplinar, contando com alunos de graduação e pós graduação em Arquitetura e Urbanismo, Belas Artes e Engenharias.

As inscrições vão até o dia 8/3, com início das aulas em 15/03. As aulas serão às quartas-feiras das 9:00 às 11:30.

Contamos com a participação de vocês!

 

SELEÇÃO DE BOLSISTA DE INICIAÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL PARA O LabIT-PROURB-FAU/UFRJ

 

Estamos abrindo SELEÇÃO DE BOLSISTA DE INICIAÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL para o LABORATÓRIO DE INTERVENÇÕES TEMPORÁRIAS E URBANISMO TÁTICO (LabIT)

PROURB-FAU/UFRJ.

Coordenadora: Prof.ª Dr.ª Adriana Sansão Fontes

Selecionaremos bolsistas para participação na pesquisa no período da tarde, a partir do mês de abril.

INSCRIÇÃO: Enviar para o e-mail adrianasansao@gmail.com até o dia 06/03/2017 os seguintes documentos:

– Carta de motivação para participação na pesquisa (máx 1 lauda)
– Currículo Vitae
– Histórico
– CRID
– Identidade
– CPF
– Dados para contato (telefone e email)

As entrevistas serão realizadas na terceira semana de março.

Para conhecer o tema da pesquisa e o trabalho que realizamos, visite:
Site: http://intervencoestemporarias.com.br/
Página FB: https://www.facebook.com/intervencoestemporarias?fref=ts

23 de dezembro de 2016

Urbanismo Tático e Desenho Paramétrico

No dia 09/12 encerramos as aulas da primeira edição da disciplina Urbanismo Tático e Desenho Paramétrico, oferecida pelo Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística do PROURB-FAU/UFRJ. Conforme já havíamos comentado aqui, a disciplina foi uma parceria entre o LabIT e o LAMO3D (Laboratório de Modelos e Fabricação Digital), através dos professores Adriana Sansão, Andrés Passaro e Gonçalo Castro Henriques, associação que resultou em ótimos trabalhos!

A eletiva oferecida teve como área de intervenção o Parque Tecnológico na Cidade Universitária. Os alunos dividiram-se em cinco grupos, cada qual com uma tática para se basear e intervir no espaço público. As táticas distribuídas entre as equipes foram: Horta pop-up, Comida incidental, Sinalização de guerrilha, Bicicletário informal e Bombardeio de assentos. As propostas foram desenvolvidas utilizando os softwares Rhinoceros3D + Grasshopper, resultando em concepções paramétricas criativas e passíveis de execução.

Abaixo apresentamos um resumo dos resultados:

 

Grupo 1 – Horta Ortogonal

Alunos(as): Douglas Santos, Erick Maiworm Bromerschenkel, Giordana Pacini, Hanna Nahon Casarini, Thais Moraes Passos.

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Atualmente entende-se como tendência mundial a preocupação com o meio ambiente e qualidade de vida. Políticas de educação ambiental têm sido implementadas a fim de instaurar a construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades e consciência sobre o meio ambiente. Neste sentido, aliado ao urbanismo tático que visa ações de baixo investimento em curto prazo, foi possível desenvolver a estratégia da Horta Urbana, no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão.

Tendo como referência algumas iniciativas bem sucedidas de hortas urbanas, foi então desenvolvido o projeto “Pegue sua Muda”, cujo objetivo é semear a importância da aproximação do homem com a terra, criar responsabilidade ambiental através do entendimento do consumo consciente, produzir alimentos mais saudáveis e ainda, capacitar os cidadãos sobre o cultivo de hortas caseiras.

O projeto utilizou estrutura de andaimes, cuja forma e disposição dos módulos foi desenhada a partir de dois programas voltados para o desenho paramétrico. A escolha do andaime se deu por ser uma estrutura de fácil montagem, conferindo flexibilidade às formas; pelo baixo custo, já que as estruturas podem ser alugadas pelo período da intervenção e pela sua forma, que convida o usuário a entrar e participar da ação – ponto fundamental para o sucesso do Projeto.

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https://www.google.com.br/maps/@-22.866299,-43.2179216,17z

 

referencia

http://www.notey.com/@stupiddope_unofficial/external/12508251/designed-to-invite-%E2%80%98the-growroom%E2%80%99-by-space10-mads-ulrik-husum-sine-lindholm.html

 

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Grupo 2  – Comida Incidental, um acolhimento local para uma pessoa de fora

Alunos(as): Cíntia Moreira, Loan Tammela, Mariana Castañeda, Tiago Maciel.

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A proposta é implementar um espaço em que sejam apresentadas diferentes ofertas de gastronomia internacional ao longo de um determinado tempo e que respondam aos indicadores da população estrangeira que frequenta o Parque Tecnológico e seu entorno, procurando integrá-la numa questão ativa-participativa. Os eventos gastronômicos podem contar com uma série de atrações, entre elas palestras sobre gastronomia/alimentos, ações culturais, música e bebidas artesanais.

Um chef ou convidados serão contatados para elaborar comidas tradicionais, de diferentes países, a cada semana. Para tal, uma das vagas do estacionamento próximo será destinada ao recebimento de uma unidade de food truck para elaboração dos pratos. Já a área de estar/alimentação ficará localizada na praça central entre edifícios (sendo um deles o restaurante Couve-flor). Para garantir versatilidade, funcionalidade, permeabilidade visual, integração social e conforto térmico aos usuários serão instalados quatro abrigos, cada um constituído por uma estrutura de varas de bambu que sustentam uma cobertura de tecido, além de contarem com assentos e mesas. A base destes mobiliários será fundamentada em uma estrutura metálica e seu revestimento em bambu, gerando uma linguagem de unidade. A disposição da cobertura e seu formato, foram desenvolvidos visando explorar maior área de sombra entre 11h à 14h, horário de almoço.

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Grupo 3 – Olhos do Fundão (Sinalização de Guerrilha)

Alunos(as): André Turu, Carina Carmo, Isadora Tebaldi, Julia Figueiredo, Rodrigo D’Ávila.

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A partir da herança da arquitetura modernista, o campus da Ilha do Fundão se configura como um espaço de grandes vazios, em que a escala das edificações se insere dentro da lógica do deslocamento pelo automóvel. É perceptível o grande distanciamento dos edifícios e dos núcleos de vivência, criando uma situação de desconforto e insegurança para os pedestres que circulam pelo campus. Tendo como referência a norte-americana Jane Jacobs, o presente trabalho propõe uma instalação temporária que resgata o sentimento de segurança para os pedestres deste espaço, através do conceito de “olhos da rua” usado pela autora como um atributo de proteção do meio urbano.

A intervenção temporária, situada no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão, propõe a instalação de olhos mecânicos em áreas de pouca movimentação. A disposição destes olhos em postes e quinas de fachadas tem como objetivo que estes se abram a partir da captação do movimento de um pedestre próximo, acompanhando o seu deslocamento em rotação com o olhar dentro do campo de visão estabelecido. A instalação, modelada a partir dos softwares Grasshopper e Rhino, segue algumas definições parametrizadas, que alteram o número e tamanho dos olhos conforme a proximidade ou distanciamento de áreas de maior movimento do parque.

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Vamos a la playa!

Alunos(as): André Turu, Carina Carmo, Isadora Tebaldi, Julia Figueiredo, Rodrigo D’Ávila.

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A Ilha do Fundão é um local com diversas praias que, apesar de serem banhadas pelas águas atualmente poluídas da Baía de Guanabara, apresentam paisagens naturais com valor de contemplação. Entretanto, esses locais à beira-mar são pouco explorados e, até mesmo, pouco conhecidos pelos usuários da Ilha. A intervenção temporária ¡Vamos a la Playa! pretende proporcionar um momento de descanso e apreciação para estudantes e trabalhadores da Ilha do Fundão, indicando o caminho mais próximo à praia.

Tendo como referência o histórico caminho da princesa Isabel na Rua Paissandu, no Rio de Janeiro, que ligava o Palácio da Guanabara à praia do Flamengo através de um percurso marcado por palmeiras imperiais, o aplicativo criado desenvolve, através da realidade virtual, um caminho de palmeiras que conduz o usuário até a praia. Para isso, são dispostas sinalizações no chão que incitam o pedestre a um momento de relaxamento. Após escanear o QR Code sinalizado no piso, o aplicativo irá gerar, na tela do celular, um percurso de palmeiras que guiará a pessoa até a praia mais próxima.

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Grupo 4 – Mote Continuum (Bicicletário Informal)

Alunos(as): Aline Fernandes, Cândida Zigoni, Clarice Rohde, Marcelo Quadros.

[MOTE]

1- Estrofe, anteposta ao início de um poema, utilizada pelos poetas como motivo da obra, que desenvolve a ideia sugerida pela estrofe.

2 -Assunto, tema de alguma coisa.

3- Palavra ou sentença breve que resume um ideal; lema, divisa.

[MOTO-CONTÍNUO] (ou perpétuo)

1- São máquinas hipotéticas que reutilizam indefinidamente a energia gerada por seu próprio movimento.

2- Em música, peça inteira ou partes extensas de uma peça musical que são repetidas (em geral, por um número indeterminado de vezes)

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Ao cruzarmos a ideia do urbanismo tático, focado na estratégia do bicicletário informal, com a ferramenta projetual do desenho paramétrico, chegamos em uma ideia sintética de uma estrutura multiuso que possa se desenvolver, modificar e locomover continuamente, tendo como objetivo ativar o espaço público, incentivando não apenas o transporte ativo, mas estimulando novas formas de apropriação.

Do urbanismo tático buscamos a subversão do uso convencional de estruturas diversas, bem como a praticidade e economicidade na construção (tubos e conexões metálicas, braçadeiras e madeira de demolição/pallets), gerando novas apropriações práticas e lúdicas.

Do desenho paramétrico trouxemos a possibilidade formal e construtiva da forma modular e dinâmica que pode ser alterada a partir de parâmetros do entorno de cada nova aplicação (pontos atratores, intensidade de uso, área disponível).

Da conexão destes, sob o olhar do arquiteto, surge uma estrutura que pode ser o que o usuário precisa, banco, sombra, jardineira, brinquedo… e até mesmo um local pra prender sua bicicleta.

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Grupo 5 – Bombardeio de Assentos

Alunos(as): Ana Clara Albuquerque, Ana Paula da Rocha Menezes, Candido Fagundes, Maria Elisa Vianna.

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Seja para descansar, conviver ou simplesmente para ver o dia passar, a utilização de bancos (assentos) torna quase sempre uma rua muito mais interessante para o pedestre. Podemos também, com a utilização de assentos, recuperar um pouco do espaço que é dedicado quase na totalidade aos automóveis.

objetivo: melhorar o conforto urbano, a atividade social e o senso de lugar, ampliando a apropriação dos espaços urbanos.

escala: rua/quarteirão.

fato: é possível melhorar o dia a dia do pedestre tornando as ruas e calçadas mais convidativas, utilizando assentos para momentos de descanso e interação social.

Superfícies regradas: A partir do Rhinoceros + Grasshopper, podemos avançar na criação de formas e superfícies topologicamente contínuas. Não se trata mais de operar apenas sobre elementos geométricos como linhas e planos, mas sobre parâmetros submetendo-os a construção geométrica e espacial na atualidade.

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30 de novembro de 2016

Conversa com os arte educadores do Instituto de Arte Tear

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No dia 29/11/2016 tivemos uma ótima conversa com os arte educadores do Instituto de Arte Tear. O grupo trabalha na formação e produção artística e cultural, com foco em crianças e adolescentes de escolas do Rio de Janeiro. O Tear também faz intervenções na rua! Que venham novas parcerias!

8 de novembro de 2016

Urbanismo Tático e Desenho Paramétrico

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No dia 4/11 começaram as aulas da disciplina Urbanismo Tático e Desenho Paramétrico, oferecida pelo Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagística do PROURB-FAU/UFRJ. A disciplina é o resultado da parceria entre o LabIT e o LAMO3D (Laboratório de Modelos e Fabricação Digital) do PROURB-FAU/UFRJ, através dos professores Adriana Sansão, Andrés Passaro e Gonçalo Castro Henriques. A disciplina tem como objetivo desenvolver propostas para ativação dos espaços livres do Parque Tecnológico da UFRJ através da abordagem do urbanismo tático conjugada ao desenho paramétrico. Em breve mais novidades!

 

Workshop Táticas de Ativação do Espaço Público, no IESP

Nos dias 7 e 8 de outubro de 2016 a arquiteta Adriana Sansão Fontes ministrou o módulo “Fundamentos da Efemeridade” do curso de Pós Graduação em Design e Arquitetura de Espaços Efêmeros, do Instituto de Educação Superior da Paraíba (DAEE/IESP). O módulo tratou das intervenções temporárias como ativadoras dos espaços públicos contemporâneos, e os estudantes foram desafiados a realizar intervenções táticas em pequenos espaços do centro histórico de João Pessoa explorando novas possibilidades para esses lugares.

Participaram do workshop 16 estudantes, que se dividiram em 4 grupos. Um dos grupos decidiu executar a intervenção, em vez de se restringir ao protótipo. Vejam o resultado:

7 de novembro de 2016

LabIT participa da exposição RESPEITO, no Museu do Amanhã

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O LabIT participou do concurso Designing Respect, que desafiou equipes a projetarem intervenções arquitetônicas, urbanas, performáticas e/ou organizacionais que promovam o RESPEITO entre as pessoas em meio à diferença.

As propostas foram expostas no Museu do Amanhã no mês de outubro de 2016, e a proposta do LabIT, Rua Fulana de Tal, estava lá!

Para conhecer a proposta clique aqui.

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6 de novembro de 2016

Vaga Viva LivMundi

Nos dias 8 e 9 de outubro de 2016 o LabIT colaborou, através da atuação da arquiteta Aline Fernandes Barata, da Vaga Viva do ITDP Brasil no festival de vida sustentável LivMundi, no Rio de Janeiro. O evento aberto ao público, organizado pela agência Mashup, colocou em discussão a temática da sustentabilidade e ofereceu diversas atividades em diferentes espaços entre o Jardim Botânico e a Gávea. A ocupação de duas vagas de estacionamento para realização da Vaga Viva nos dias do evento aconteceu no Espaço Fogo do LivMundi, na praça Santos Dumont, que também contou com uma feira de produtos orgânicos. A proposta da Vaga Viva foi evidenciar possibilidades de transformação no espaço urbano de maneira sustentável e de minimizar os desequilíbrios entre carros e pedestres nas cidades, ainda que temporariamente. Através de materiais reutilizáveis, a intervenção se propôs a demonstrar como espaços voltados para os carros são preciosos para as pessoas e podem se tornar atrativos para a permanência e encontro. A Vaga Viva também teve como objetivo promover um espaço de troca de ideias e convívio social, dando suporte para as outras atrações do evento.

Vaga Viva LivMundi

Vaga Viva LivMundi

Apropriação da Vaga Viva. Foto por ITDP Brasil

Apropriação da Vaga Viva. Foto por ITDP Brasil

Processo de montagem da Vaga Viva

Processo de montagem da Vaga Viva

23 de setembro de 2016

Park(ing) Day 2016 – Pic Troca na Vaga

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No sábado 17/09/2016 realizamos o Park(ing) Day 2016: Pic Troca na Vaga. A proposta para esse ano foi um Picnic + Feira de Trocas, onde o participante foi convidado a

– trocar 1 Kg de alimento por uma muda de tempero

– trocar um agasalho por um livro

– trazer bebida e ganhar o copo com gelo

– trazer as crianças para aprenderem a plantar uma sementinha

– estimular os filhos a desenharem em troca de uma mudinha crescida

– emprestar a voz e ganhar plateia

– trazer comida e compartilhar na vaga

A intervenção foi capaz de estimular a interação entre os moradores e ativar a localidade por algumas horas. Em breve o vídeo da intervenção estará disponível em nosso canal do Youtube.

 

 

8 de julho de 2016

Intervenções – O doméstico no espaço público: a casa é a cidade – nova edição

De 28/06 a 07/07, participamos novamente na pós- graduação em Design de Interiores do IED Rio, orientando o módulo: Intervenções – O doméstico no espaço público: a casa é a cidade.

Adriana Sansão abriu o curso com a palestra: O doméstico no espaço público. Na aula seguinte, Joy Till abordou o tema: Espaços físicos + virtuais, enquanto Bitiz Aflalo trouxe sua experiência profissional e acadêmica ao discutir o design de elementos urbanos em: Projetando ambientes no espaço da cidade.

Como nas edições anteriores, convidamos os alunos a conceituar ações voltadas à valorização dos espaços vizinhos, no bairro da Urca. Quatro interessantes propostas foram desenvolvidas, um pouco delas a seguir :)

O primeiro grupo trabalhou com a fachada oposta do IED, batizaram de Não abandone sua história. Fizeram entrevistas com os frequentadores do espaço e propuseram uma intervenção temporária composta por um grande tapete vermelho, com sensores por baixo que disparam neons subindo a fachada, em torno de detalhes arquitetônicos, de acordo com a passada do pedestre. Desta maneira, provocando as pessoas a atravessarem a rua e observarem a riqueza da fachada. Sugeriram que esta ideia poderia ser aplicada em outros imóveis históricos da cidade.

Janaína, Nathália e Taissa

Janaína, Nathália e Taissa

Janaína, Nathália e Taissa

Janaína, Nathália e Taissa

Já o segundo, propôs a Dots: um ponto, um poema, na área do ponto da van. A preocupação em tornar um espaço convidativo e acessível levou as participantes do grupo a pensar no Instituto Benjamin Constant, instituição vizinha que atende aos cegos e pessoas com visibilidade prejudicada. Pensaram em criar ali uma área de exposição com piso acessível e painéis em braile e em português.

O texto escrito é pintado com uma tinta com muito pouco contraste que permite ver de dia, mas não à noite, enquanto o em braile é tateável nas protuberâncias das lâmpadas de led, instaladas em orifícios nos painéis de compensado. E, à noite, o escrito em braile é iluminado pelos leds coloridos. Para os não cegos, há um alfabeto onde eles podem aprender a ler o poema.

Complementando a sugestão, o IED participaria oferecendo sua van para trazer os não videntes para conhecer e usufruir de um lugar acessível onde eles fossem os “privilegiados”.

Danielle, Natacha e Natalia

Danielle, Natacha e Natalia

Danielle, Natacha e Natalia

Danielle, Natacha e Natalia

Danielle, Natacha e Natalia

Danielle, Natacha e Natalia

As alunas do terceiro grupo olharam para os pontos de ônibus da Urca, observando que são quase invisíveis, com apenas uma placa pequenina sinalizando. O Novo ponto de ônibus Praia da Urca foi baseado naquele bem próximo ao IED, marcado por duas belas árvores. A ideia foi uma grande cobertura em bambu fininho em todo o espaço entre as duas árvores, para proteção do vento e da chuva.

Além disso, uma superfície também de bambu sobe a mureta desce um pouco e forma um generoso deck sobre a água. Como os ônibus demoram muito, o conforto e proteção seriam muito bem vindos.

Adriana e Gabriela

Adriana e Gabriela

Adriana e Gabriela

Adriana e Gabriela

Fechando, a quarta equipe apresentou o Ora Bolas na pracinha da rosa dos ventos, próximo ao quadrado com os barcos. A ideia foi dar mais vida ao lugar, uma pracinha simpática, mas pouco utilizada. Observaram que por toda a volta da mureta as pessoas se sentam, namoram, tomam um chopp… mas que ali não. A instalação temporária através  da “extrusão” da rosa dos ventos cria um banco em torno, de acrílico ou similar.

No fundo do banco existem bolinhas coloridas – como naquelas piscinas de crianças – com uma rede por cima, para que as bolinhas não se percam. O material da extrusão é composto de uma espuma rígida, para que as pessoas não se machuquem ao se divertir na piscina, e serviriam pra apoio de bebida, ou mesmo para sentar mais alto. Sugeriram uma parceria com um dos bares próximos para servir lá.

 

Adhora, Clara e Thamyres

Adhora, Clara e Thamyres

Adhora, Clara e Thamyres

Adhora, Clara e Thamyres

 

21 de junho de 2016

Intervenções – O doméstico no espaço público: a casa é a cidade

Entre 6 e 15 de junho, o LabIT fez mais uma participação na pós- graduação em Design de Interiores do IED Rio. Neste módulo que orientamos, tivemos também a excelente contribuição da professora/pesquisadora Bitiz Aflalo e convidamos os alunos a pensar em ações que pudessem valorizar espaços próximos ao instituto, no bairro da Urca. Desta vez, três foram os locais trazidos por eles.

No entorno imediato do edifício, tivemos as propostas ocuPRAIA, relacionada com a fachada voltada à baía, propondo a integração com os frequentadores da praia e a valorização da visibilidade do prédio e a Lado A Lado B Lado B Lado A, voltada para a entrada principal do instituto, trazendo a ideia da conexão com o outro lado da rua, em situação de abandono, e sua transformação em um espaço agradável de convivência.

Já na grande escadaria ligando duas ruas do bairro, o terceiro grupo trabalhou a Ocupação Escadaria – toda arte será apreciada, criando espaços de estar e pequenos palcos ao longo da subida, através de peças móveis, colocadas conforme a intenção de uso.

Seguem alguns registros das maquetes volumétricas desenvolvidas, parabéns à turma! Ótimas propostas, alunos super interessados e muito agradáveis!

Que venham outros encontros :)

com Camila Branco, Marina Romeiro e Isabelle Cassani

com Camila Branco, Marina Romeiro e Isabelle Cassani

com Camila Branco, Marina Romeiro e Isabelle Cassani

com Camila Branco, Marina Romeiro e Isabelle Cassani

com Tatiana Teixeira, Nina Quintanilha Felinto, Talitha Gomes e Luiza Godoy

com Tatiana Teixeira, Nina Quintanilha Felinto, Talitha Gomes e Luiza Godoy

com Tatiana Teixeira, Nina Quintanilha Felinto, Talitha Gomes e Luiza Godoy

com Leticia Mayall Villani, Bebel França e Pedro Galaso

com Leticia Mayall Villani, Bebel França e Pedro Galaso

com Leticia Mayall Villani, Bebel França e Pedro Galaso

com Leticia Mayall Villani, Bebel França e Pedro Galaso

7 de maio de 2016

LabIT participa do Urban Dialogues

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Entre os dias 3 e 6 de maio de 2015, o LabIT esteve presente no Workshop Urban Dialogues, em Belo Horizonte, através da participação da arquiteta Adriana Sansão. O workshop foi organizado pela UFMG e pelo British Council através do programa Newton Fund, iniciativa do governo britânico que visa promover o desenvolvimento social e econômico em locais de pobreza através de parcerias em ciência e inovação, e contou com a participação de 12 pesquisadores do Brasil e 12 do Reino Unido. Foi um excelente momento de troca de experiências entre jovens pesquisadores sobre temas atuais e relevantes das cidades contemporâneas. Esperamos que a parceria internacional dê muitos frutos!

 

 

8 de abril de 2016

Intervenções temporárias no Youtube

Agora temos um canal no Youtube!

É lá que vamos postar todos os vídeos de registros das nossas ações na cidade daqui pra frente.

Mantenham-se conectados aqui!

4 de dezembro de 2015

LabIT em workshop no IED-Rio

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Entre os dias 23/11 e 2/12 o LabIT realizou no IED-Rio um workshop com a finalidade de pensar intervenções temporárias para o bairro da Urca, levantando possibilidades para a transformação de seus espaços públicos de forma a estimular mudanças a longo prazo. Os estudantes selecionaram locais como o mirante da rosa dos ventos, a mureta e as ilhas de tráfego para pensarem soluções voltadas à permanência e à convivência do morador ou visitante, sempre incorporando soluções táticas, transitórias ou dinâmicas.

A foto em destaque mostra a proposta elaborada para a mureta, regularmente apropriada pela população para diversas atividades, como sentar, namorar, tomar uma cerveja gelada ou mesmo pescar. Atento a essas apropriações que disputam os espaços ao longo da mureta histórica, o grupo propôs a criação de estruturas de deck deslizantes, de vários tamanhos, “penduradas” sobre a água, ampliando a área dos pedestres e possibilitando uma relação mais direta com a baía.

Quem sabe conseguem executar?

10 de novembro de 2015

#becomaravilha

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No sábado dia 7/11/15 o Laboratório de Intervenções Temporárias (LabIT) realizou a intervenção #becomaravilha, com estudantes da FAU/UFRJ, EBA/UFRJ, PUC-Rio e Escola Padre Dr. Francisco da Motta (Morro da Conceição), sob orientação das Professoras Adriana Sansão, Aline Couri e Joy Till.

A intervenção foi uma proposta de apropriação e ativação da Travessa do Liceu, localizada próximo à Praça Mauá, entre o Edifício A Noite e o Morro da Conceição. Este “beco” é um espaço público que ficou esquecido após a revitalização recente da praça, dentro do contexto da Cidade Olímpica.

A intervenção trouxe para o local uma grande área de lazer aberta ao público, definida por uma cobertura-túnel que propôs a conexão da Praça Mauá com a subida do Morro. O letreiro #beco provocou um diálogo irônico com o letreiro da #CidadeOlímpica, convidando os passantes a conhecerem esse local oculto e pouco apropriado do centro. Três pórticos localizados em pontos estratégicos propuseram alguns enquadramentos da paisagem, chamando a atenção para problemas e potencialidades da região e do projeto implantado. Por fim, a intervenção ofereceu um pequeno espaço para shows e algumas áreas de estar, comércio e permanência para os moradores e usuários da zona portuária, além de algumas performances em vários pontos da região.

A iniciativa foi o resultado da I Oficina de Intervenção Temporária, realizada pelo LabIT em parceria com a Escola Padre Dr. Francisco Motta, no Morro da Conceição. A oficina teve como proposta o questionamento sobre a cidade e sobre o papel do cidadão nas suas transformações.

29 de setembro de 2015

Park(ing) Day 2015 – Estação Árvore

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Na sexta-feira dia 18/09/2015 foi realizada nas imediações da Praça São Salvador a intervenção Park(ing) Day 2015 – Estação Árvore.

O Park(ing) Day é um evento anual em que cidadãos, artistas e ativistas transformam temporariamente uma vaga de carro em área de lazer, com o intuito de questionar o excesso de área mal aproveitada, exclusiva dos automóveis, que poderia atender melhor à coletividade.

O Park(ing) Day 2015 trouxe como tema a Estação Árvore: uma parada de riquixá (triciclo elétrico que transporta dois passageiros) que fez o transporte entre as estações de metrô Flamengo e Largo do Machado, equipada de sala urbana de convívio e trocas, horta e bicicletário. A parada, composta por uma grande cobertura-árvore, pretendeu substituir os carros por transporte público, bicicletas, sombra e verde. A Estação Árvore, como uma boa sala de espera, ofereceu música, livros e locais para sentar e relaxar, além de informações sobre o Park(ing) Day no mundo.

A intervenção foi uma realização do LabIT, organizada por Adriana Sansão, Aline Couri, Barbara Lapos, Fernando Espósito, Gabriela Bonifácio, Joy Till, Michael Linke, Rebeca Waltenberg e Rodrigo Bertamé. Apoio ITDP e Studio X-Rio.

Mais informações no evento do Facebook