Intervenções Temporárias no Rio de Janeiro

Este site disponibiliza o mapeamento de intervenções temporárias na cidade do Rio de Janeiro, permitindo que qualquer pessoa possa pesquisar, manter-se informada e indicar novas intervenções que estejam acontecendo ou que já tenham ocorrido na cidade. Esse mapeamento é realizado pelo Laboratório de Intervenções Temporárias e Urbanismo Tático (LabIT), que se dedica ao estudo dessas ações como forma de transformação positiva da cidade do Rio de Janeiro.

 

Nosso objetivo é aprofundar as relações entre as intervenções temporárias e os espaços coletivos da cidade, construindo uma cartografia do temporário, que permita entender como seus espaços são apropriados. Para alcançá-la, procedemos à identificação, fichamento, mapeamento e interpretação dessas intervenções, dentro das tipologias: apropriações espontâneas, intervenções de arte pública e festas locais. Defendemos que a partir da identificação dos lugares onde a cidade se transforma, motivada pela transformação temporária do espaço público, é possível repensar os espaços coletivos contemporâneos para que sejam mais amáveis e significativos para os usuários.

 

Sempre que possível, as imagens disponibilizadas no site são de autoria da nossa equipe. Muitas vezes, no entanto, dada a própria natureza da intervenção (temporária), as fontes das imagens proveem dos sites dos próprios projetos, de blogs dos artistas ou do Facebook. Procuramos destacar a fonte das informações e imagens no link “para mais informações”. Caso queira apontar alguma falta de referência ou fonte, basta enviar-nos um e-mail para contato@intervencoestemporarias.com.br.

 

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O Laboratório de Intervenções Temporárias e Urbanismo Tático (LabIT) surgiu de uma iniciativa interdisciplinar entre pesquisadoras de diferentes instituições do Rio de Janeiro: Adriana Sansão Fontes, do PROURB-FAU/UFRJ (Programa de Pós Graduação em Urbanismo-FAU/UFRJ), Aline Couri, da EBA/UFRJ (Escola de Belas Artes/UFRJ) e Joy Till, do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio.

 

Além da cartografia do temporário, o LabIT busca executar intervenções concretas que possam ativar espaços esquecidos ou subutilizados da cidade, contribuindo para transformações mais duradouras. São desenvolvidas a partir de oficinas com estudantes de graduação e pós-graduação de cursos das instituições envolvidas, conjugando as disciplinas da arquitetura e urbanismo, artes plásticas e design.

 

O projeto surgiu como desdobramento da pesquisa do livro “Intervenções temporárias, marcas permanentes. Apropriações, arte e festa na cidade contemporânea”, de autoria de Adriana Sansão Fontes, publicado pela Casa da Palavra em 2013.

 

Intervenção Temporária – características formativas

 

Intervenção temporária, segundo definição da pesquisa, é a ação intencional de transformação de um espaço, que em maior ou menor grau se caracteriza pela condição: transitória (em relação à duração), pequena, particular (em relação ao lugar), subersiva (em relação a algum padrão de uso/lei), interativa (em relação às pessoas), ativa (em relação ao espaço), participativa (feita de baixo pra cima) e relacional (no estímulo à socialização).

 

Navegação e mecanismos de busca

 

O sistema de busca do site oferece diversas alternativas de navegação ao visitante, tanto no modo de visualização “mapa”, como em “lista”.

– À direita da caixa “Faça sua busca”, três ícones representam as tipologias: “apropriações espontâneas, intervenções de arte pública e festas locais”. Sua escolha isola as intervenções correspondentes à cada categoria;

– A caixa “Faça sua busca” pode ser alimentada com qualquer termo, e o mecanismo pesquisa em todo o conteúdo das intervenções cadastradas;

– A pesquisa pode ser refinada por categorias relacionadas às intervenções, como atores, duração, local, data, entre outros agrupamentos, descritos a seguir.

 

Tipologias e suas características

 

As intervenções cartografadas foram organizadas em tipologias que já apresentam de imediato algumas de suas características. Por outro lado, é possível pesquisar e consultar o banco de dados a partir da tipologia de interesse.

 

Apropriações espontâneas

– Motivação de ocupação e ativação do espaço

– Caráter subversivo

– Dinamismo, flexibilidade e vitalidade

– Formação de identidade

 

Intervenções de Arte Pública

– Motivação artística

– Novas formas de interação com o usuário

– Novas formas de diálogo com o espaço público

– Surpresa – valorização do espaço urbano

 

Festas Locais

– Motivação de celebração

– Reconquista do espaço público – resistência

– Versatilidade e reversibilidade do espaço

– Participação e interação com o usuário – coesão social

 

Categorias de busca

 

Atores

Entes envolvidos na realização da intervenção: autores, proponentes, organizadores, fomentadores. Individuais, coletivos ou institucionais. Listados pelos nomes, em ordem alfabética.

 

Espacialização

Modo pelo qual a intervenção se ocupa do território: pontual, linear, rede. As apropriações comumente observadas são as que ocupam pontualmente o território, apropriando-se de alguma praça ou pequeno espaço residual, enquanto as intervenções de arte pública e as festas podem ocorrer de forma pontual, linear ou ainda em rede.

 

Suporte

Natureza do espaço coletivo que recebe a intervenção, expondo a relação intervenção-lugar. Pode configurar desde o espaço público tradicional ativo até o espaço público residual: praça, praia, banca de jornal, edifício, empena cega, meio de transporte…

 

Frequência

Refere-se ao ritmo com que a intervenção vai promover a ruptura do cotidiano: anual, bienal, diária, semanal, sem padrão…

 

Duração

Período no qual a intervenção esteve ativa: horas, dias, semanas…

 

Turno

Manha, tarde ou noite.

 

Local

Local específico da intervenção.

 

Bairro

Bairro onde ocorreu a intervenção.

 

Data

Possibilita a busca a partir de datas mais específicas: intervenções em determinado ano ou mês; intervenções nos períodos de grandes eventos…

 

Diagramas Axonométricos

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Cada intervenção cadastrada possui em sua galeria um diagrama axonométrico ilustrando a composição de suas oito características formativas (transitória, pequena, particular, subversiva, interativa, ativa, participativa, relacional). No diagrama, cada característica conta com três níveis de intensidade, que aumentam do centro para as bordas, representando “pouco”, “médio” e “muito” relativo a cada característica. Cada intervenção pode ser lida, portanto, através da imagem resumo de tais características.

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Colaboradores

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